Entrelinhas
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
As ruas escuras não me dão mais medo, eu penso naquilo que me da segurança e ando devagar para chegar ao meu destino.
O que me traz mais alegria é ver o quanto estou curada, dessa doença chamada sanidade.
Minha loucura me transforma, me banha e me carrega.
No chão de pedras é que eu estarei a caminhar.
Por que é tão difícil dizer adeus?
algo definitivo, que não traga mais linhas num caderno em branco, do qual jamais será preenchido...
A história corre, você decora e ensaia o final;
eu apago e rabisco um desenho.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
E o passado que sempre se voltou contra mim, hoje fica pra trás;
O meu futuro, sou eu quem faço agora e eu sei que vai doer deixar o vento levar as cinzas dos sonhos, hoje, mortos.
A partir de agora, sonhos novos; Sem lágrimas, sem mágoas. Apenas um sorriso no canto e uma canção ao fundo;
E as lembranças boas eu guardarei numa caixinha de vidro, dentro do coração.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Conte-me sobre seu dia.
Disse que está tudo bem e como tudo se transformou tão rápido;
eu sei que apesar disso tudo não ser verdade, eu gostaria que estivesse tudo bem...
Mas ao menos uma vez, diga que está fora do lugar.
sábado, 22 de janeiro de 2011
afinal, ninguém se importa.
O que nos resta?
além de políticos corruptos,
falsas amizades,
ganância por dinheiro?
O que me resta?
além de tarjas preta,
analségicos,
doses de álcool,
e falsas promessas?
O que te faz continuar?
toda essa coisa.
todo esse medo, toda essa luxúria, todos esses amores.
Uma imundice encantadora.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Onde estão?
se foram.
Achei que sempre estariam aqui, mas me enganei; quando eu não quero e preciso eles somem e quando eu quero e não preciso é: eles aparecem.
no final, tudo acaba em pequenas conversas clichês sobre o cotidiano.
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